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    MÚSICA

    Letras Originais

  • Baile de São Simão

    Original Os Quatro e Meia®

    São as festas da aldeia de S. Simão
    Todos se vestem de gala p’rá ocasião
    E à saída da igreja, eu vejo a luz!
    Tu, no teu vestido branco, de ombros nus.

    E a aldeia todo fala, Que despudor!
    Não se entra em casa de Deus Senhor!
    Esta há-de ir pró inferno e de arder bem
    Por mostrar assim os ombros à Virgem Mãe!

    E eu só penso que hoje à noite há um baile e vais lá estar
    Se tu vens assim prá missa, como sais para dançar?
    Ponho água de colónia, fico a cheirar a jasmim
    Rezo p’ra que lá na praça te aproximes de mim!

    Roda, menina, e solta o teu cabelo ao vento!
    Baila, menina, e esquece o mundo ao teu redor!
    E eu rodo contigo
    E eu bailo contigo!
    Quando tu rodas o baile ganha outra cor!

    Outro dia se levanta em S. Simão,
    Todos vestem roupa nova p’rá procissão
    E na fila da direita, longe da cruz,
    Vais no teu vestido branco e de ombros nus

    E a aldeia toda fala, Que despudor!
    Com a vergonha até o santo cai do andor!
    O diabo há-de levá-la, há-de arder bem.
    Nem que reze mil novenas à Virgem Mãe!

    E o que interessa é que hoje à noite vai haver baile outra vez
    E eu só quero acompanhar a leveza dos teus pés
    Tomo banho, faço a barba e ensopo o cabelo em gel
    Vou ficar à tua espera mesmo junto ao carrossel!

  • Chorinho

    Original Os Quatro e Meia®

    Chego a casa, já perto das dez,
    Venho ensopado da cabeça aos pés,
    A meio caminho, furou-se um pneu,
    Liguei p’ra assistência, ninguém me atendeu.

    Há uma avaria no elevador,
    Cai-me a mochila com o computador,
    Subo a escada a olhar para o chão,
    Não há luz na entrada. Que dia de cão!

    Ai de mim! Que feitiçaria, macumba ou magia me tramou assim?
    Ai de mim! Que raio de fado, que azar, mau-olhado me enguiçou assim?
    Ai de mim!


    Vou à cozinha, há um tacho na mesa
    Tem massa de atum. Não há sobremesa.
    Jantaste sozinha e foste dormir
    Calculo o sermão que está para vir…

    A sala está cheia de pelos do gato
    E o raio do bicho estragou-me um sapato.
    Entro no duche e abro a torneira.
    Talvez aqui passe a noite inteira.

    Ai de mim! Que feitiçaria, macumba ou magia me tramou assim?
    Ai de mim! Que raio de fado, que azar, mau-olhado me enguiçou assim?
    Ai de mim!


    O banho quente podia ajudar,
    Não fosse a hora de o gás acabar.
    Olho o meu rosto no espelho a aparecer,
    Mal me revejo. Estou a envelhecer.

    Ao fundo do corredor,
    Eu vejo a porta do quarto entreaberta
    Vejo a luz do televisor,
    Sinal de que ainda estás desperta.
    Ouço, já pouco distante,
    A tua voz que do quarto me chama.
    Encontro-te deslumbrante
    Em camisa de noite, à espera na cama!

    Assim, sim! Que feitiçaria, macumba ou magia caiu sobre mim?
    Assim, sim! Que fiz que levasse a que Deus te criasse perfeita p’ra mim?
    Assim, sim!

  • Já Estou De Regresso, Amor

    Original Os Quatro e Meia®

    Sigo pela estrada, de surpresa,
    De regresso a ti.
    Vivo nessa cave de tristeza,
    desde que parti.

    Tantas horas, tantos dias sem te encontrar.
    Já percebo, no horizonte, o teu olhar!
    Já estou de regresso, amor!
    Vim com o vento, estou quase a chegar.
    Já estou de regresso, amor!
    Vim de longe a correr p'ra te abraçar!

    Sigo em frente, que o caminho
    é a tua voz que o faz.
    Sussurrada, quente, no carinho
    que o vento me traz.

    Já estou de regresso, amor!
    Já estou de regresso, amor!
    Vim com o vento, estou quase a chegar.
    Abre a janela, amor!
    Vê-me, ao longe, a correr p'ra te abraçar!

  • Não Respondo Por Mim

    Original Os Quatro e Meia®

    Parado no trânsito infernal da cidade,
    Já nem controlo a ansiedade.
    A fila onde me encontro, pouco ou nada avança,
    Só o relógio não se cansa.

    Segunda-feira é o dia da maior confusão,
    E os outros dias tal e qual são.
    E eu gasto uma hora de casa para o emprego,
    No centro do desassossego.

    (2x)
    Vou trabalhar logo pela manhã,
    Mas por este andar,
    Só hei-de chegar amanhã.
    Vou dar em doido a viver sempre assim,
    O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.


    Sentado ao volante do meu carro, impaciente,
    Insulto os outros mentalmente.
    Subo o volume ao Rádio para ouvir as notícias,
    Sobre manifs e polícias.

    Ontem houve confrontos em frente ao parlamento,
    E eu penso nisso um momento.
    Até mesmo eu já me sinto agressivo,
    A cidade engole-me vivo.

    (2x)
    Vou trabalhar logo pela manhã,
    Mas por este andar,
    Só hei-de chegar amanhã.
    Vou dar em doido a viver sempre assim,
    O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.


    Rap: (Colocar óculos de sol)
    Na cidade do Porto,
    Já aperta um bocado,
    Está o trânsito parado,
    Pelo despiste de um pesado.
    Há gasóleo derramado,
    E é preciso de ter cuidado,
    Na saída para o mercado abastecedor.

    E a brigada de trânsito,
    Pede encarecidamente,
    À montanha de gente,
    Que queira ver o acidente,
    Que controle a sua mente,
    E e que educadamente,
    Simplesmente, siga em frente, por favor.

    E se está na capital do nosso país,
    A loucura é a matriz,
    Hoje há greve da Carris,
    Se viver na aldeia,
    Tudo aquilo que sempre quis,
    Faça um grande sorriso,
    E finja que é feliz.

    A segunda fila está na ponte do Pragal,
    Na segunda circular é o caos matinal,
    Se está a vir da Amadora para a Capital,
    Está tudo entupido como o habitual.

    (Ohh, ohh)

    (2x)
    Vou trabalhar logo pela manhã,
    Mas por este andar,
    Só hei-de chegar amanhã.
    Vou dar em doido a viver sempre assim,
    O dia é tão longo e eu já não respondo por mim.

  • P'ra Frente É Que É Lisboa

    Original Os Quatro e Meia®
    Estreia: 6 Dez. 2013

    Ergo-me da cama que me aquece, que me prende,
    Que me trama se me chama p'ra dormir.
    Saio sem demora, já é hora de no escuro
    Lá de fora o sol resolver surgir.

    E acordo sonolento, rabugento,
    Ruminando um lamento por ter de ir trabalhar.
    Mas penso positivo e concluo que estar vivo
    É motivo mais que bom p'ra me animar.

    E então saio de rompante, torno-me mais confiante
    Vendo o dia amanhecer.
    Escolho o meu melhor sorriso, e aceito o improviso,
    Que o meu dia vai trazer.

    Aproveito ao segundo, tudo aquilo que este mundo,
    Faz p'ra me surpreender.
    Levo o dia numa boa, que "p'rá frente é que é Lisboa!
    Sinto-me de bem com a vida, seja o que tiver de ser!

  • Pontos Nos Is

    Original Os Quatro e Meia®

    Hoje é o dia certo p’ra avançar.
    P’ra colocar os pontos nos “I”s!
    E se a sina não me atraiçoar,
    Talvez vá ser feliz! [2x]

    Hoje é o dia de me aventurar,
    De arriscar fazer o que não fiz!
    Se o receio não me atrapalhar,
    Talvez vá ser feliz! [4x]

    Hoje é o dia de me aproximar!
    De encará-la e ver o que ela diz!
    E se a sorte me acompanhar,
    Talvez vá ser feliz! [2x]

    Hoje é o dia de a agarrar,
    P’ra ficar com quem eu sempre quis.
    E se a voz nervosa não falhar,
    Talvez vá ser feliz! [4x]

    Hoje eu estou aqui para ficar,
    Firme como a planta p’la raíz.
    Se o meu amor ela aceitar,
    Vou fazê-la feliz! [4x]
    Feliz!

  • Se Eu Pudesse Voltar

    Original Os Quatro e Meia®

    Nunca quis mudar
    O que fiz de mim,
    Só poder tornar
    Ao que não dei fim.
    Tantas coisas eu receei fazer.
    Todas elas faria acontecer.

    Se eu pudesse voltar
    Ao tempo que passei,
    Só queria poder tentar
    Aquilo em que só pensei.

    Alcancei tanto e tanto ficou por viver
    E, quanto mais vivo, menos eu quero perder.
    Se o tempo deixasse, baralhava e voltava a dar.
    Não ficava a ver, se eu mesmo pudesse jogar.

  • Um 'Sim' Para Regressar

    Original Os Quatro e Meia®

    Se um dia leres, o que eu escrevi,
    Talvez me possas perdoar.
    Porque a razão pela qual parti,
    É complicada de explicar...

    Só queria perceber,
    De onde venho,
    E para onde vou...
    Lancei-me no encalço de quem sou.

    (2x)
    Não sei,
    Onde me encontrar.
    Já me persegui,
    Mas não senti,
    Estar perto de (me) alcançar
    .

    Voltei atrás,
    Não pra mudar,
    Mas para ouvir, a minha voz.

    Mas só vislumbro o teu olhar,
    A cada passo dado a sós.
    Saí para procurar a identidade que perdi,
    Mas eu não sou mais eu,
    Longe de ti.

    (2x)
    Já sei,
    Onde me encontrar.
    Só junto a ti,
    É que eu senti,
    Estar perto de (me) alcançar.

    Se leste a carta até ao fim,
    Não custa nada perguntar.
    Se existe esperança para mim,
    Só quero um 'Sim' para regressar.
    Saí para procurar a identidade que perdi.
    Mas eu não sou mais eu, longe de ti.

    (Ohh, ohh)

    Se leste a carta até ao fim,
    Não custa nada perguntar.
    Se existe esperança para mim,
    Só quero um 'Sim' para regressar.

    Se leste a carta até ao fim,
    Não custa nada perguntar.
    Se existe esperança para mim,
    Só quero um 'Sim' para regressar.

    Se leste a carta até ao fim,
    Não custa nada perguntar.
    Se um dia leres, o que eu escrevi,
    Talvez me possas perdoar.

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